Domingo, Novembro 15, 2009
Domingo, Setembro 20, 2009
Terça-feira, Abril 21, 2009
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009
Domingo, Fevereiro 01, 2009
exposição


Abertura - 11 de fevereiro de 2009, 19h
MARIANE MONTEIRO
INTENSO.
Intensidade de imagens, cores, sensações, gestos. Tudo diluído em tintas, colagens e preto. Como o caos que se desorganiza e se organiza. Como um longo e silencioso processo que flui feito água de rio, mergulhando no infinito das sensações.
Mariane Monteiro
Niterói, 28 de janeiro de 2009.
Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
Quarta-feira, Janeiro 14, 2009
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Teia
Inventário (aquilo que seria esquecido se agente não contasse)
Terça-feira, Dezembro 23, 2008
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Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
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"Não entendo.
Sábado, Outubro 25, 2008
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
Quarta-feira, Outubro 15, 2008
Sábado, Outubro 04, 2008
Quinta-feira, Setembro 25, 2008
U M A P A U S A .
Do Dhammapada - (as palavras do Buda)
Sábado, Agosto 30, 2008
Segunda-feira, Agosto 18, 2008
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Mariane/ Túlio
"(...)A vontade de pintar estancada no ar, quando tenho compromissos.
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Em cada um dá uma espécie diferente.
cujo livro sabe a vento e mar.
Palpita e fenece, ordena e obedece.
Domingo, Julho 27, 2008
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Intervenção - Mariane Monteiro
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"A pintura é mais forte que eu,
sempre consegue que faça o que ela
quer."
Pablo Picasso
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Quinta-feira, Maio 22, 2008
Domingo, Maio 04, 2008
Quarta-feira, Abril 09, 2008
Exposição
O Governo do Estado do Rio de Janeiro,
a Secretaria de Estado e Cultura,
a Fundação Anita Mantuando de Artes do Rio de Janeiro e o
Museu do Ingá convidam para a exposição
SABOR DA PAIXÃO.
-Abertura: 12 de abril de 2008 das 16 horas às 21 horas.-
Período: de 13 de abril a 26 de junho de 2008.
Local: Museu do Ingá. Rua Presidente Pedreira, 78. Ingá/ Niterói. RJ
GRUPO ATELIER INGÁ:
Angela Castro
Ana Rutter
Bernardo Ramalho
Deise Paiva
Eda Miranda
Edmilson Nunes
França
Ivone Tempane
Jório Alex
José Barbosa
Maria Cherman
Maria Lúcia Maluf
Maria Mattos
Mariane Monteiro
Masumi Yamaguchi
Sérgio Torres
Thereza Amaral
Vera Bueno
Convidados Especiais:
Carlos Borges
Chico Cunha
Desirée Monjardim
Felipe Barbosa
Fernando Borges
Jarbas Lopes
Jorge Duarte
Juliano Guilherme
Marcos Cardoso
Rosana Ricaldi
Vitor (El pescador)
Participação especial:
Renzo, J. Punk, Mumu e Nayah.
Domingo, Março 09, 2008
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"Escrevo diante da janela aberta.
Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
Terça-feira, Novembro 06, 2007
Sexta-feira, Outubro 19, 2007
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"Nosso desejo é mostrar, mediante a variedade das formas representadas, como o desejo íntimo dos artistas se realiza de múltiplas maneiras"
Wassily Kandinsky
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"SOBREVISÕES - POÉTICAS E POLÍTICAS"
Deise Paiva - Mariane Monteiro - Maria Mattos
Curadoria Desirée Monjardim
Período 02 de outubro a 05 de novembro de 2007
Local Sala José Cândido de Carvalho.
Rua Presidente Pedreira, 98 - Ingá - Niterói
Domingo, Outubro 07, 2007
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Preservo o "sentido" num ato único e voraz de vê-lo de novo vivo.
[ Há sentidos que devem ser preservados ]
[ É nesse sentido que eu, você ou qualquer um, irrevogavelmente deve caminhar. É nesse sentido que o julgar será possível e que o jugo não será rotina. É nesse sentido, sim nesse único e prazeroso sentido, que as determinações aproximarão os dispostos ]"
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
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"A mímica, como a música, não conhece fronteiras nem nacionalidades"
[Marcel Marceau]
Quarta-feira, Agosto 29, 2007
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A n g o l a
N i t e r ó i
A n g o l a
T i m o r-O Menino Azul-
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Cecília Meireles
Domingo, Agosto 26, 2007
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“A mente humana, em suas intermináveis mudanças, é como a água que flui de um rio ou a chama de uma lamparina; como um macaco, ela pula o tempo todo sem cessar.”
Buda
Segunda-feira, Agosto 20, 2007
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Aquarela"A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdadeira."
Quarta-feira, Agosto 15, 2007
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Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Sexta-feira, Julho 27, 2007
Segunda-feira, Julho 09, 2007
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Domingo, Julho 01, 2007
Sábado, Junho 09, 2007
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Andei pensando no que pintar..
Não sei..
Vou pintar...
Vou pintar o que penso disso tudo....
Terça-feira, Maio 29, 2007
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Domingo, Maio 13, 2007
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Ilustração: Mariane MonteiroSegunda-feira, Abril 09, 2007
Processo




"Na dimensão cósmica de cada animal, de cada vegetal e de cada mineral reside a inquestionável esperança da perpétua transformação."
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Marie Salaraise
Croqui: Mariane Monteiro
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
Tela viva
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
foto: Willow ArleneaSegunda-feira, Janeiro 22, 2007
espectador.

"...Para Cézanne, um quadro não representa nada. Ele é aquilo que percebemos, o seu sentido não é aquilo que é transformado em idéia, em fala; é aquilo que ele é antes de ser enquadrado em qualquer tema ou teoria. É algo que toca num determinado ponto singular da sensibilidade do observador. Só se tem acesso a arte a partir da própria obra, através de um contato direto com ela, um processo ligado à experiência e ao pensamento. Uma obra de arte é a soma de tudo que ela contém: forma, cor, linha, volume, textura, gesto, conceito, idéia, etc..., ela constrói um campo visual que solicita do olhar o exercício do conhecimento e da imaginação."... [Almandrade]
Imagem: Mariane Monteiro - "Algo de Picasso "
Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
Domingo, Outubro 22, 2006
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Sexta-feira, Setembro 29, 2006
!

Falas De Civilização
Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!
Alberto Caeiro
20-4-1919
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
Guerra

A guerra que aflige com os seus esquadrões o Mundo,
É o tipo perfeito do erro da filosofia.
A guerra, como todo humano, quer alterar.
Mas a guerra, mais do que tudo, quer alterar e alterar muito
E alterar depressa.
Mas a guerra inflige a morte.
E a morte é o desprezo do Universo por nós.
Tendo por conseqüência a morte, a guerra prova que é falsa.
Sendo falsa, prova que é falso todo o querer alterar.
Deixemos o universo exterior e os outros homens onde a Natureza os pôs.
Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer cousas, deixar rasto.
Para o coração e o comandante dos esquadrões
Regressa aos bocados o universo exterior.
A química direta da Natureza
Não deixa lugar vago para o pensamento.
A humanidade é uma revolta de escravos.
A humanidade é um governo usurpado pelo povo.
Existe porque usurpou, mas erra porque usurpar é não ter direito.
Deixai existir o mundo exterior e a humanidade natural!
Paz a todas as cousas pré-humanas, mesmo no homem!
Paz à essência inteiramente exterior do Universo!
Alberto Caeiro
Sábado, Setembro 02, 2006
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Terça-feira, Agosto 22, 2006
Terça-feira, Agosto 15, 2006
A Terra de todos nós
Foto: Bruno Simões / RJ - BrasilTerça-feira, Agosto 08, 2006
O Palco
Domingo, Julho 30, 2006
Espetáculos
Foto: Walter Firmo"O artista é aquele que fixa e torna acessível aos demais humanos o espetáculo de que participam sem perceber" Maurice Merleau-Ponty (1859 - 1941 * filósofo francês)
Segunda-feira, Julho 17, 2006
Neruda
Com tua frente a minha frente,
com tua boca em minha boca,
atados nossos corpo
são amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa me levar.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopandanto eu, emergido
debaixo teus grandes olhos,
por somente esta noite
descansarei, amor meu."
Pablo Neruda
Terça-feira, Julho 11, 2006
Domingo, Julho 02, 2006
Terça-feira, Junho 20, 2006
Paz

"É preciso limpar da mente emoções que pertubam a tranqüilidade, como a raiva, medo, inveja. A compaixão e o altruísmo nos trazem autoconfiança e paz mental."
Domingo, Junho 11, 2006
A flauta
Foto: Picasso“O moço toca flauta enquanto ela lembra das virtudes esquecidas nas cavernas de seu coração. A melodia vai ecoando por toda parte, desde os ouvidos até o pulmão. Ela tropeça nela mesma enquanto se enternece com o som raro daquela flauta. E a tristeza transversal que até então lhe preenchia dá lugar a uma euforia luminosa, assim sem razão de ser, mas já sendo.”
Quinta-feira, Abril 06, 2006
A borboleta
"E sai de mim todos os dias uma borboleta de cada cor...Hoje??! Me saiu uma colorida, com os tons mais suaves que uma asa pode ter. Linda! Ontem me saiu uma cinza..era mesmo de uma beleza mórbida..Ficou dessa cor talvez pelas coisas "cinzas" que me deparei pelo dia..esse caos que empalidece as asas!!"Mariane Monteiro
foto: minha tatoo!
Sábado, Fevereiro 11, 2006
Triste conclusão

"Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendermos a conviver como irmãos." Martin Luther King
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
Quarta-feira, Outubro 19, 2005
O L H O S

" Só o artista poderá dar o efeito e a impressão, porque, por natureza, ele é, mais que os outros, sensível aos efeitos e as impressões; e os dará naturalmente, colorindo-os com tonalidades especiais, que serão as da sua própria natureza, de seu temperamento, de sua personalidade". "O pintor, é antes de tudo, um homem que, tendo recebido da natureza o privilégio de uma extraordinária excitabilidade dos nevos óticos, encontra nas combinações de linhas, forma e cores um encanto que não se acha, no mesmo grau, em nenhuma outra coisa. A sensação imediata, experimentada pela vista, é acompanhada por uma multidão de impressões secundárias e cujo o número e importância crescem na proporção do desenvolvimento intelectual". Esses trechos são do livro "A Estética" de Eugène Veron, séc. XIX.
Ontem, na aula de história da arte v, a prof. Maria Luiza fez praticamente o mesmo comentário: "somos sim especiais, sensíveis às imagens...possuimos o dom, o dom de sentir mais que os outros, o dom de perceber melhor as formas e as cores. Temos o poder de decodificar plasticamente sensações e movimentos....ora, querendo ou não, somos artistas e estamos aqui aguçando o que nos é explícito.."...foi mais ou menos isso...não é maravilhoso??
Obra: Criança Morta
Artista: Portinari
Segunda-feira, Outubro 03, 2005
Quarta-feira, Setembro 28, 2005
"Todo dia ela faz tudo sempre igual..."

Incrível como as coisas quando entram na rotina perdem um pouco sua importância e beleza. Quer dizer, não é que percam sua beleza, são nossos sentidos que se acostumam.....P q esse comentário agora??? Pq eu estou voltando pra casa de barca e no meu lado esquerdo está a ponte Rio/Niterói e ao fundo um céu roxo, prestes a cair aquela chuva. Acabou de passar por cima da gente um avião gigante, que foi pousar. Vejo também o bondinho (do lado direito), vários navios, o fogo da retífica de Caxias, sobrepondo no roxo do céu, um vermelho lindo. PORRA, como é que podemos banalizar isso tudo e deixar de perceber beleza na nossa rotina!!!!!!???
Quarta-feira, Setembro 21, 2005
Os q sobreviveram IV
Criança se protegendo do fogo.38 × 54 cmHiroshima Peace Memorial Museum, Hiroshima, Japão. 1975.
Autor: Eiichi Munekiyo, 62 anos (33 anos em 1945).
Distância do epicentro: 1.370 m. Ponte Yanagi. Kamiya-cho. Hondori-chiku. Hiroshima.
Relato:
Dia 6 de agosto de 1945, cerca de 11h da manhã. Próximo da ponte Yanagi, uma criança se cobre com um futon, gritando: "Mãe, está quente!".
Os q sobreviveram III

Homem sentado, com seus olhos comidos por larvas. 38,2 x 27 cm
Hiroshima Peace Memorial Museum, Hiroshima, Japão. 2002.
Autor: Takeko Nabara.
Distância do epicentro: 1.300 m. Tokaichi. Nakahiro-chiku. Hiroshima.
Relato:
No dia 7 de agosto, vi um homem sentado, encostado num muro quebrado. Ao se aproximar dele, vi seus olhos se movimentando e pensei que estivesse vivo. Mas, na verdade, eram lavas de insetos que estavam nos seus olhos e boca. Fiquei muito assustado e chocado.
Os q sobreviveram II....
Pessoas feridas. 40.3 × 58.5 cmHiroshima Peace Memorial Museum, Hiroshima, Japão. 2002.
Autor: Kichisuke Yoshimura, 75 anos (18 anos em 1945).
Distância do epicentro: 4.000 m . Yaga-machi (agora, Yaga 5-chome).
Hiroshima ekisyuhen-chiku. Hiroshima.
Relato:
10h da manhã do dia 6: Pessoas feridas, cobertas de sangue, parecendo que não eram seres humanos desse mundo. Não diziam nada, apenas tentavam deixar a cidade.
Os q sobreviveram....

Rostos vermelhos. 38 x 45,5 cm
Hiroshima Peace Memorial Museum, Hiroshima, Japão. 2002.
Autora: Sachiko Wakuno, 78 anos (21 anos em 1945).
Distância do epicentro: 1.000 m. Kamiya-cho. Hondori-chiku. Hiroshima.
Relato:
No dia 6 de agosto fui, como de costume, para o meu trabalho, uma emissora de rádio. Logo cedo, ao entrar no estabelecimento, vi três pessoas que aguardavam sentadas na entrada do prédio, segurando seus rádios para serem consertados, pois também oferecíamos esse serviço de reparos. Às 8h15min ouvi um barulho estrondoso. Saí do prédio e me deparei com as mesmas pessoas, na mesma posição, segurando ainda os rádios, só que agora com os corpos totalmente vermelhos, queimados. Não pude fazer nada. Fugi dali com meus colegas. Sinto dor quando me lembro da tragédia.
Sábado, Setembro 17, 2005
E o palhaço o que que tem??
Lindos palhaços que fazem a criança sorrir,
Lindos palhaços que levam sonhos àqueles
destruídos pela malvadeza da vida.
Lindos palhaços de almas tristes,
que tornam a vida mais doce!!
Quinta-feira, Setembro 15, 2005
PARABÉNS FAYGA

"A intuição movia as mãos delicadas de Fayga Ostrower, pintora, desenhista e gravadora, que morreu numa quarta-feira de 12 de setembro de 2001, aos 81 anos, vítima de câncer.
Além de deixar uma obra respeitável, seu maior legado foi uma técnica pessoal que valorizava os mínimos gestos, transformados em pontos determinantes da existência artística. Nascida em Lodz, na Polônia, em 1920, filha de família judia, ela chegou ao Brasil em 1934, naturalizando-se em seguida. Começou os estudos artísticos na década de 40, quando se identificou com o expressionismo, forma que lhe permitiu exercitar sua crítica à condição social dos menos favorecidos.
Na década seguinte, interessou-se pelo abstracionismo, no momento em que defender a nova forma significava lutar pela modernização das artes plásticas.
Sua dedicação garantiu-lhe o Prêmio Nacional de Gravura na Bienal de São Paulo, em 1957, o que atraiu a atenção especialmente da crítica internacional.
No ano seguinte, foi premiada em Veneza, época em que já ensaiava deixar o branco-e-preto e aderir aos trabalhos coloridos, que expandiram sua criação.
Depois da Itália, expôs na Alemanha, Estados Unidos Argentina, Inglaterra, Espanha e União Soviética. Ao mesmo tempo em que consolidava seu estilo criativo, Fayga Ostrower dedicava-se com afinco ao ensino das artes. Seu método, porém, não se limitava à simples transmissão de informação, mas procurava desenvolver e incitar a criação de um olhar crítico.
Decidida a democratizar a linguagem artística, chegou a dar aulas para operários de uma fábrica carioca.
Fayga escreveu ainda livros sobre a história da arte, em que percorreu da pré-história até o século 20.
Em mensagem enviada à família, o então ministro da Cultura do Estado de São Paulo, Francisco Weffort, elogiou sua dedicação:
"Sua preocupação com os processos de criação artística a levou a escrever obras sobre o tema, bem como sobre teoria da arte e análise crítica." "
"Criar é tão difícil ou fácil como viver. E é do mesmo modo necessário." Fayga O.




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